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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Só porque eu não me importo não significa que eu não entendo!!!

A IMAGEM DÁ O QUE PENSAR

O UNIVERSO DO TRABALHO E DO CONSUMO


O trabalho é a aplicação das forças e faculdades humanas para alcançar um determinado fim. Atividade coordenada, de caráter físico e/ou intelectual, necessária à realização de qualquer tarefa, serviço ou empreendimento. O consumo está no Setor da ciência econômica que se ocupa da aquisição de bens que podem ser bens de consumo e bens de capital e serviços. Por definição, é a utilização, aplicação, uso ou gasto de um bem ou serviço por um indivíduo ou uma empresa. Constitui-se na fase final do processo produtivo, precedido pelas etapas da fabricação, armazenagem, embalagem, distribuição e comercialização. O trabalho é um palavra de origem latina, vem de tripalium (três paus), objeto de tortura utilizado na antiguidade para repreender escravos e servos desobedientes que não quisessem cumprir seus afazeres. O trabalho, então, desde a raiz semântica e etimológica do termo é algo ruim, torturante, que provoca dor e repulsa. Na antiguidade, o trabalho manual e pesado era executado exclusivamente por escravos e servos, cabendo aos senhores somente a atividade intelectual e o ócio. Não exisita trabalho intelectual até porque os termos excluíam um ao outro. Trabalhar era usar a força física, pensar era exercitar o ócio. O consumo, como a própria palavra diz, é algo que consome, não só aquilo que é consumido mas o consumidor e o mundo à sua volta. Na lógica do consumismo tudo é consumível e, portanto, tudo é desgastável e descartável. O homem se realiza pelo trabalho? Na atual etapa da civilização não. Por mais que a ideologia vigente tente inculcar isso na cabeça dos trabalhadores para torná-los dóceis e úteis, a contradição se revela quando se percebe que não há realização no trabalho. O trabalhador não se realiza no trabalho, mas vê o trabalho como uma tortura necessária para viver. E por isso se submete, por sobrevivência. Não há realização no trabalho porque aquilo que é produzido pelo trabalhador não o pertencerá, mas se tornará propriedade de seu patrão. O trabalhador realiza então o proprietário, o patrão, e não a si mesmo. Mas o trabalho pode ser meio de realização humana a partir do momento em que ocorrer a socialização dos meios de produção e os produtos e resultados do trabalho humano se tornarem socializados. Enquanto houver trabalho de uns para a realização e satisfação de outros não haverá justiça nem realização no trabalho. O trabalho é alienado hoje em dia justamente pelo fato do trabalhador não ter consciência de seu papel e seu poder na dinâmica social. O trabalhador é usurpado no produto de seu trabalho se tornando obrigado a vender sua força produtiva, sua vida, seu corpo. Aí está a alienação do trabalhador. Na falta de consciência e mobilização de sua própria situação. O mundo do trabalho ainda apresenta outros problemas além dos já citados. Há sempre a exigência de experiência para o exercício de determinadas funções ou determinados trabalhos ou profissões, o que dificulta o ingresso de jovens e adolescentes no universo do trabalho. Existe a força de vontade por parte dos aspirantes ao emprego, mas falta oportunidade por parte dos empregadores. Esse é o maior problema enfrentado pela juventude na busca pelo primeiro emprego. A atual dinâmica do trabalho vive e se alimenta da sociedade de consumo, de um modo de ver o povo somente como consumidores, como clientes. A sociedade de consumo tem consumido de forma exacerbada e gerado destruição do meio ambiente e produção gigantesca de lixo. Consumir é necessário, porque temos necessidades básicas a serem supridas. Mas consumir como temos consumido é uma atitude irresponsável que compromete nossa própria existência. O consumo alienado produz consequências desastrosas para a humanidade. O mercado das futilidades é o que mais cresce hoje no mundo, ao mesmo tempo em que é o mercado que mais danifica a natureza e o meio ambiente. Por isso necessitamos urgentemente adotar um consumo responsável, consciente, que não se deixe levar e guiar pelos apelos das propagandas e dos meios de comunicação em massa. Um exemplo clássico que podemos citar é o do transporte: é preciso investir mais em transporte público de qualidade e menos em carros de luxo. Quanto mais carros na rua mais poluição e danos à natureza e ao meio ambiente teremos. Outro problema da sociedade de consumo é o lazer alienado. O homem necessita do ócio, do descanso, do lazer. Mas as opções de ócio, de lazer e descanso ofertadas pelo mercado da sociedade de consumo alienam o homem, escravizam, gera exclusão social e exploração. O sujeito se torna um telespectador passivo da história. Não há interatividade real. Somos entertidos enquanto eles nos roubam, nos lesam. Isso é a industria do entreterimento. Este é o lazer alienado. Buscar alternativas para realizar um ócio produtivo, ativo, participativo, para um lazer consciente, menos consumista, um descanso reparador e energizador é tarefa também urgente para nós seres humanos. O universo do trabalho e do consumo precisam urgentemente serem reavaliados para contribuírem de forma efetiva e saudável para a realização plena e digna da humanidade.          

sábado, 31 de julho de 2010

O UNIVERSO DA COMUNICAÇÃO

O universo da comunicação é o campo da transmissão de símbolos criados pelo ser humano. O ser humano é um ser que se comunica. A comunicação é uma característica essencial do homem. Mas nem tudo são rosas no universo da comunicação. Muitas vezes a comunicação não cumpre seu papel, que é gerar entendimento e acaba por provocar desentendimento. Se comunicar é preciso. Como dizia o saudoso Chacrinha, o maior comunicador do rádio e da TV brasileira, "Quem não se comunica, se trumbica!". É praticamente impossível obter êxito em qualquer empreendimento sem saber se comunicar. A comunicação é uma necessidade humana. É por meio da comunicação que o homem transmite sentimentos, conhecimentos, pensamentos. Sem a comunicação ainda estaríamos na Idade da Pedra. A comunicação contribuiu de forma preponderante para a evolução humana. A comunicação se dá por meio de diferentes linguagens, que transmitem o pensamento humano em suas diversas manifestações. Existe a linguagem falada, escrita, simbólica. Todas elas buscam comunicar algo. A linguagem é a mais genuína forma de comunicação do pensamento humano. Mas a comunicação nem sempre é simples e fácil. O diálogo entre jovens e adultos, por exemplo, nem sempre obtém êxito. Os jovens, comumente, possuem em si o desejo de mudança, de instauração do novo e representam muitas vezes perigo para os adultos, por não serem compreendidos. A juventude vive provocando o mundo adulto. É uma forma de chamar a atenção e de demonstrar que aquele mundo não é tão perfeito quanto eles tentam demonstrar. Os adultos já se adaptaram a esse mundo, já se acostumaram, e por isso, na maioria das vezes, não querem mudanças que possam desestruturar suas convicções e seguranças. Vêm nos jovens uma ameaça aos valores por eles já introjetados. Buscam então fazer com que a juventude se adeque ao seu modo de ser e viver. Daí surge o conflito de gerações, que é um problema existente desde a mitologia, como atestam as guerras entre as gerações de deuses da mitologia grega. O diálogo é possível, mas não é fácil. Requer entendimento de ambas as partes. Demanda renúncias de ambos os lados. Dialogo é um meio de comunicação eficaz e preciso. Hoje em dia temos vários meios de comunicação. Mas nem todos trazem benefícios. Pelo contrário, alguns até prejudicam. A televisão é um exemplo. Como diz a música dos Titãs: "a televisão me deixou mudo, surdo e burro". A tv é um importante meio de comunicação e eficiente modo de trasmitir informações. Mas nem tudo na tv é como parece. Ficamos mudos quando não denunciamos o que está errado na sociedade. Ficamos surdos quando nos tornamos incapazes de escutar o gemidos dos que sofrem. Nos tornamos burros porque incapazes de conhecer a verdadeira lógica e os verdadeiros interesses por detrás das informações transmitidas pela mídia. Os detentores do poder são os detentores dos meios de comunicação, das mídias, e consequentemente transmitem aquilo que é de interesse deles. A televisão possui um poder muito grande. Forma opiniões e a consciência da população. Mas nem sempre as opiniões e a consciência formada são adequadas aos interesses do povo. Na maioria das vezes o que é comunicado é de interesse daqueles que estão no poder. A televisão é apenas um dos mecanismos da indústria cultural, indústria essa criada para produzir, vender cultura e gerar lucros para seus proprietários. A cultura passa a ser mais um produto de consumo, um objeto a ser vendido para enriquecer seus idealizadores. A cultura, em vez de ser meio de auto-realização do homem, torna-se brinquedo gerador de riqueza nas mãos do detentores do capital. A cultura produzida pela indústria cultural não liberta o homem, não o realiza, mas o aliena, tornando-o fantoche dos interesses daqueles que detêm o poder econômico. A televisão é apenas um dos meios de comunicação de massa, que trata todos de modo uniforme, criando assim uma população massificada e uniformizada. Padrões de comportamento são reproduzidos e reforçados pela mídia. Assim os indivíduos perdem sua liberdade, sua autonomia, seu poder de decisão e se tornam massa de manobra nas mãos do interesse do sistema. O universo da comunicação deve ser mais um âmbito da realização plena do homem e não mais um modo de escravização e diminuição humana. A comunicação deve libertar o homem, torná-lo cada vez mais livre, gerar cada vez mais justiça, promover cada vez mais inclusão e não o contrário, como percebemos hoje em dia.

POLÍTICA E CIDADANIA

Política é uma palavra de origem grega, que quer dizer: relativo à pólis (cidade-estado da Grécia antiga). É a arte da administração e governo da pólis grega. Cidadania vem do latim civitas, relativo ou pertencente à cidade. É a ação comprometida com o interesses da cidade. Política e cidadania são portanto, duas palavras afins, sinônimas. A primeira é mais abrangente, a segunda mais restrita. Política é a arte de governar em benefício do povo, da cidade. Mas vemos atualmente a política ser usada para fins particulares, defendendo interesses de grupos ou classes e não os interesses do povo. O homem é um animal político, como já dizia Aristóteles. Desde o nascimento nos encontramos inseridos em alguma comunidade, neste caso, na família, célula-base da cidade e da sociedade. Portanto, desde o princípio de nossas vidas estamos envoltos em relações políticas, relações de poder, de governança e conflito de interesses. É impossível não ser político. A política lida com o poder e a força. O Estado é a representação política detentora do poder e da força. O poder e a força, conferidos ao Estado pelo povo, devem atuar em benefício do próprio povo. Mas infelizmente, muitas vezes, o poder e a força são utilizados de forma desproporcional, violenta e contra a população, que via de regra, deveria ser a beneficiada por eles. Vivemos um momento onde a indiferença política se faz bastante presente. Mas como diz um jargão que se tornou popular: "quem não gosta de política é governado por quem gosta". Ou seja, mesmo a indiferença política tem consequências políticas. Mesmo a omissão acaba se tornando uma atitude política, principalmente de conivência com o que está dado, colocado, com os fatos. Vencer a indiferença política é uma tarefa política urgente. O conceito de cidadania sempre esteve fortemente "ligado" à noção de direitos, especialmente os direitos políticos, que permitem ao indivíduo intervir na direção dos negócios públicos do Estado, participando de modo direto ou indireto na formação do governo e na sua administração, seja ao votar (direto), seja ao concorrer a cargo público (indireto). A cidadania é a participação política, é a luta pela garantia e efetivação dos direitos conquistados e a busca por novas conquistas, por novos direitos, cada vez mais justos e benéficos para o povo. A cidadania é a ação do cidadão consciente de seus direitos e deveres. Sem o povo não há política. Sem cidadão não há cidadania. A política existe para benefício do povo. A cidadania para o benefício dos próprios cidadãos. O povo precisa conscientizar-se de seu poder, de sua força, para poder fazer do Estado um instrumento de sua própria auto-realização. O cidadão precisa conscientizar-se de seus direitos e deveres, para poder melhor atuar na cidade e contribuir para o desenvolvimento da mesma.