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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Filosofia, o que é isso afinal?

Definir a filosofia é uma tarefa árdua, quase impossível podemos dizer. Vários filósofos tentaram dar uma definição, mas nenhum deles conseguiu dar conta de toda a complexidade da matéria em questão. O máximo que conseguiram foram apontar direções e definições incompletas sobre tal disciplina. A palavra filosofia é de origem grega, quer dizer amor à sabedoria, e segundo a tradição foi usada pela primeira vez pelo filósofo e matemático Pitágoras. Segundo esse pensador, aqueles que cultivavam o novo saber não eram como os antigos, que se consideravam sábios, detentores de toda sabedoria e de todas as respostas, como se fossem deuses. Os filósofos tinham uma postura diferente em relação ao conhecimento, eram amantes do saber, mas não donos da verdade. Viviam em busca do conhecimento, mas jamais em posse dele. A filosofia nasce na Grécia antiga, por volta do século VI a.c, e procura lidar com as questões humanas de forma diferente da religião, começa a buscar as respostas não mais nas reveleções divinas, mas na própria razão humana. É considerado o primeiro filósofo Tales de Mileto que também foi matemático e dizem ter previsto com exatidão um eclipse através de suas pesquisas astronômicas e sua destreza com os números. O que o diferencia de seus predecessores e o faz fundador da nova disciplina é sua atitude em relação ao princípio de todas as coisas. Para os antigos e suas religiões Deus ou os deuses eram o(s) princípio(s) de tudo quanto existia e isso havia sido revelado pela(s) própria(s) divindade (s). Tales é então o primeiro a questionar os mitos religiosos e bancar um outro princípío, natural e obtido por meio racional. Para Tales o princípio de todas as coisas era a água e tudo quanto existe dela deriva ou dela depende. Ele disse isso ao perceber que as coisas possuem água em sua composição, que o líquido está disseminado na natureza. Portanto, nada mais racional do que a água para ser o princípio de tudo. Filosofia é a ciência que estuda as causas primeiras, a origem, e últimas, a finalidade, de todas as coisas. É um saber racional, que busca por meio da razão conhecer a verdade sobre tudo.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Colheita Maldita

A mais nova sensação do orkut é a tal da Colheita Feliz. Jogo cujo objetivo é roubar fazendas alheias e espalhar pragas nas plantações vizinhas. Extremamente educativo!!! Alguns podem questionar que estes não são os únicos objetivos e as únicas possibilidades do jogo, que permite também a ajuda a vizinhos como tirar pragas espalhadas nas plantações do próximo. Mas ouvindo hoje minha namorada sobre o assunto, percebi algo que tem muito a ver com nossa sociedade atual. Roubar é mais fácil e traz um retorno mais rápido, enquanto ajudar o próximo é mais difícil e menos rentável. É isso que ocorre no jogo. O sujeito se vê diante de um dilema ético, mas como o jogo é só um jogo e não é real, então fazer coisas erradas podem, assim como violência no cinema, no vídeo-game, sexo explícito na tv, propaganda de cigarro e cerveja. O problema é justamente esse. Vivemos num momento de confusão total entre real e virtual. As pessoas não conseguem mais distinguir as coisas. Fazem sexo virtual, arrajam namoros virtuais, ganham dinheiro virtual (vide bolsa de valores), fazem trabalho virtual, divertem-se virtualmente, buscam solução e remédios para as mais variadas doenças de forma virtual. Como então separar o que é real do que é virtual hoje em dia? Como dizer que a colheita feliz é apenas um jogo virtual sem consequências em nossa vida real? Difícil separar!!! Mas vivemos numa sociedade capitalista, que privilegia o acúmulo de capital, e que usa expedientes duvidosos para se conquistar mercados e consumidores. O jogo então é uma micro-realidade-virtual (a expressão realidade virtual me causa náuseas!!! ou é realidade, real, ou é virtualidade, virtual!!! impossível ser os dois ao mesmo tempo), espelho de como nos comportamos atualmente, realmente e virtualmente.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

A SEXUALIDADE HUMANA

A sexualidade humana é uma dimensão da vida que não pode ser negada. Está presente, é latente, e não pode ser tratada como um tabu. Fingir que não existe só causa distúrbios e neuras. É na adolescência que ocorre a explosão dos hormônios e conseqüentemente o afloramento da sexualidade. Período conturbado para o sujeito, pois vive um processo de transição entre a infância e a fase adulta, não aceita a condição de criança, mas também não assume as responsabilidades do mundo adulto. A adolescência é esse sem-lugar que o jovem experimenta, rejeitando uns e sendo rejeitado por outros. Quer viver tudo, experimentar tudo, mas ainda lhe falta maturidade para tanto. Só não podemos generalizar, pois existem vários tipos de adolescência que variam da rebeldia total e sem causa até a apatia plena e submissa. Adolescência é a idade da certeza, das convicções, de se portar perante o mundo tomando uma posição. Mas é também a idade da incerteza, da dúvida, do questionamento quanto ao futuro e também quanto ao presente. O jovem não sabe ao certo o que é, como é, por que é, pra que é, e nem como irá ser. E é nesse turbilhão de sentimentos e emoções que o jovem se descobre um ser que deseja o outro para satisfazer suas aspirações, sejam sexuais ou de outra ordem relacional, para se desenvolver. Quando falamos em sexualidade não nos referimos exclusivamente ao sexo em si, que é importante, mas a toda uma gama de sensações que o jovem experimenta no encontro com o outro e consigo mesmo. O desejo pelo outro vem acompanhado pela descoberta de si mesmo e do próprio corpo, de suas áreas erógenas, que excitam os instintos sexuais e sua vontade de satisfazê-las. Negar esses sentimentos e sensações é colaborar para o advento de jovens neuróticos, complexados e cheios de traumas. Por isso é importante iniciar o trabalho de diálogo sobre a sexualidade dentro de casa, entre a família. É claro que na adolescência o jovem não ouve muito os pais e familiares, dando mais valor e atenção àquilo que é ouvido e falado entre os amigos, mas nem por isso a família deve se eximir dessa tarefa. Depois é também função da escola tratar esse tema. Pois é no ambiente educacional que o aluno convive com iguais, pessoas da mesma faixa etária e que passam pelo mesmo processo, e cabe à instituição de ensino colaborar para que o adolescente compreenda o que está se passando, o que está experimentando. Portanto, sexo e sexualidade se aprende sim, tanto em casa quanto na escola. Não podemos negar a existência do desejo sexual e do despertar da sexualidade. O desejo sexual existe, pulsa e impulsiona o jovem. É uma força e uma energia que deve ser trabalhada para que não seja mal-orientada no futuro. E trabalhada tanto entre meninos quanto em meninas. A questão de gênero (masculino x feminino) e o machismo vigente em nossa sociedade apregoam a liberdade sexual para homens e a continência para as mulheres. Está errado, pois ambos merecem igualdade de tratamento quando o assunto é sexo. Não podemos aceitar que os homens continuem senhores do sexo, enquanto as mulheres, submissas, se rendem aos fetiches machistas e se entreguem aos afazeres domésticos e serviçais. Descobrir a própria sexualidade é um direito de todos, homens e mulheres, e ter acesso à informação e conhecimento sobre seu corpo e seus desejos também. E viva a sexualidade saudável, ética e responsável, sem neuras e tabus!!! Os distúrbios sexuais de hoje são reflexos de séculos de repressão e negação do sexo. A sexualidade humana deve se libertar dos preconceitos e amarras sociais para que possamos ter um futuro sexual mais pleno, digno e saudável.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Pré-sal

Há uma pressão internacional para que o Brasil entregue o petróleo do pré-sal a empresas privadas. Argumentam que a Petrobrás estaria monopolizando o mercado no país. Mas quem analisa criticamente percebe que tudo isso não passa de uma falácia capitalista das empresas petrolíferas privadas para morderem um pedaço do bolo. A Petrobrás não manterá o monopólio, pelo contrário, nosso país está aberto à concorrência. Mas não podemos entregar nas mãos do capital estrangeiro um tesouro que é nosso como fizemos com a Vale. Devemos usar nossos recursos naturais para investir em educação e tecnologia, pois somente assim iremos sair do atraso e da dependência tecnológica em relação aos países desenvolvidos. Sem contar outros setores que ainda estamos muito aquém das necessidades do povo, como a área da saúde. A solução para nosso país não é alugar ou vender nossos recursos, e sim nós mesmos usufruirmos deles. Inclusive uma questão que deve ser voltada pra pauta é a Vale. Devemos retomá-la. Não podemos deixar que estrangeiros lucrem, usurpem e explorem um recurso que é nosso. Mas para isso é necessário compromisso público, da população de forma geral, para que esta participe ativamente dos processos políticos pelos quais passamos e não deixem exclusivamente nas mãos dos profissionais da política as decisões sobre o futuro da nação.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Mais gripe suína

Morrem diariamente 4,5 pessoas por dia de gripe suína no país.
Até a matemática fica atordoada diante desta gripe. Como pode morrer 4,5 pessoas por dia? Ou é 4 ou é 5! Ou será que a quinta só morre a metade? Dados preocupantes!!!

GRIPE SUÍNA

A moda agora é falar de gripe suína, a tal da gripe A, influenza A, H1N1 e não sei mais quantas denominações. O pânico se alastra pela sociedade. Um simples espirro pode levar uma pessoa à prisão nos olhares alheios e à inteira solidão em qualquer lugar onde isso ocorra. Vivemos de fato na era da informação, mas por incrível que pareça essa informação não tornou as pessoas mais inteligentes, pelo contrário, ficaram cegas de tanta informação como diz a música do capital inicial. Sair pela rua hoje e ver pessoas de máscaras foi o fim da picada. A atitude do poder público uberlandense de fechar escolas e cancelar eventos foi absurda. Não há motivo para tanto. O que se está provocando é o pânico generalizado. Boatos se espalham. Só hoje em Uberlândia morreram 5 pessoas (segundo ouvi na rua), enquanto em Minas inteira morreram 3. Contraditórias informações! Das 3 mortes de minas nenhuma foi em Uberlândia. Por que parar tudo então? Essa pseudopandemia está testando nossa capacidade de lidar com o medo. E é diante do medo que as pessoas revelam seu lado mais perverso. Vide na vida real as guerras e pandemias passadas, onde o ser humano diante desta situação não hesitou em praticar as mais absurdas barbaridades. Já na ficção temos alguns bons livros e filmes como o Ensaio sobre a cegueira e O nevoeiro. Dois clássicos que retratam muitíssimo bem a realidade de uma pandemia e de uma situação de medo e pânico diante do incompreensível.